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Notícias | Lars Von Trier volta aos cinemas com filme misógino



Lars Von Trier, diretor dinamarquês conhecido por ter assediado sexualmente a cantora Björk durante as gravações de Dançando no Escuro e de ter sido banido do Festival de Cannes por expressar simpatia por Hitler, o genocida e criminoso de guerra austríaco durante o Terceiro Reich Alemão, volta ao cinema com o longa A Casa que Jack Construiu.

Seguindo uma estrutura narrativa parecida com Ninfomaníaca, Jack (Matt Dillon) narra sua trajetória a Verge (Bruno Ganz), personagem inspirado em Virgílio, guia do inferno e do purgatório em A Divina Comédia, de Dante.

A história, que claramente abusa de cenas sádicas e de uma violência grotescamente gráfica, segue  Jack, um psicopata que, em sua busca doentia pela perfeição, tortura e mata mulheres para criar fotos macabras com seus cadáveres, se considerando um “artista”.




O filme passa a ser uma reflexão sobre a vida de Von Trier, uma vez que o assassino fala da alma humana, discursa sobre o papel da arte e satiriza uma sociedade indiferente a gritos de socorro alheios. Mas, acima de tudo, faz uma reflexão irônica sobre a carreira do próprio cineasta, no mais egocêntrico de seus filmes, com direito a flashes violentos de obras anteriores do diretor que piscam na tela, em meio a imagens de pinturas clássicas e trechos de desenhos animados. Jack se questiona: a maldade que ele expõe na ficção é uma fuga de desejos reais?

O diretor voltou a ser assunto na mídia por conta de sua exibição na mostra francesa de cinema, aonde passou trechos das cenas de mutilação envolvendo até corpos de crianças, o que levou boa parte da audiência a se levantar e sair da sala de cinema, e levou seu nome de volta aos jornais locais e internacionais mais uma vez.


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