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TV | Hora da Aventura (Episódio Final)





Embora estejamos todos muito tristes de ter que encarar o fim de uma série tão amada quanto Hora da Aventura, esse episódio final nos deixa de coração na mão e um gosto doce na boca.

A ideia dos escritores de terminar o antepenultimo episódio com a promessa de uma guerra realmente nos deixou roendo as unhas de tamanha ansiedade sobre o que poderia acontecer no tão prometido episódio final, e eles realmente entregaram algo sublime.

Quando terminei de assistir ao episódio minha mente automaticamente me remeteu ao conceito de Eterno Retorno do Nietzsche (escrevi certo? não tenho ideia, devo admitir). Esse conceito consiste (pelo menos como me lembro de consistir de quando li sobre anos atrás) basicamente na ideia de que  pólos se alternam nas vivências numa eterna repetição. Criação e destruição, alegria e tristeza, saúde e doença, bem e mal, belo e feio, tudo vai e tudo retorna. Porém, esses pólos não se opõem, mas são faces de uma mesma realidade, isto é, um complementa o outro, são contínuos de um só. Alegria e tristeza são faces de uma única coisa experienciada com grau diferente.

O próprio conceito acaba sendo exposto de maneira quase que óbvia na personificação do que é o Glob, já que a temporalidade não está presente no Eterno Retorno, a realidade para Nietzsche não tem uma finalidade nem um objetivo a cumprir, e por isso as alternâncias de prazer e desprazer se repetem durante a vida.




Essa continuidade, esse sistema de eternos ciclos que se repetem trouxe a audiência não só a sensação do encerramento de uma era (o que realmente foi), mas nos deu um certo sentimento de alívio na certeza de que não é porquê aquela história se encerra que tudo se acabou, que chegamos a um fim, já que esse era um fim que permite o nascimento de muitas novas histórias, todas ricas e repletas de vivências lindas e profundas como essa que terminamos de ver.

Esse ponto se torna muito claro quando começamos a ver o Episódio 13 da Décima Temporada pelo olhar de personagens novos, contudo muito familiares para nós, como audiência. Não só nossos heróis não existem mais, ou pelo menos não como os conhecemos, como o próprio imortal BMO que já não é o mesmo. Ele agora é o Rei de Ooo, e o Rei de Ooo não é mais conhecido por ser um despota sem reino tentando esquemas, mas um contador de histórias.

Todo esse tempo inicial gasto em dar a nós conforto e em deixar claro que a série é sobre ciclos que se renovam, e sobre pessoas e situações que nascem, mudam, evoluem e se vão, permitiu que pudéssemos finalmente só recostar em nossas cadeiras e poltronas e nos emocionar com o romance de Marceline e Bubblegum (ou Jujuba, para quem viu no dublado), o literal final encontro de Simon e sua amada Betty, e o reencontro com sua amada filha de criação, Marceline.



Devo dizer que Hora da Aventura realmente deixou sua marca não só no gênero, mas no mundo da animação e nos corações de todos os seus espectadores que lembrarão dessa série com muito carinho pelos anos que virão.



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