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Cinema | Barakah com Barakah (2016)




[ESSA RESENHA CONTÊM SPOILERS]


Pessoalmente, não tenho ideia de como cheguei nesse filme. Ninguém me recomendou, não estava procurando por filmes estrangeiros, nem ao menos estava procurando por filmes, para falar a verdade. Estava dando aquela passada de olho pelas novidades do catálogo da Netflix e o nome incomum, mais a imagem do homem de turbante me chamou a atenção.

A sinopse do filme não era necessariamente das mais interessantes, quer dizer: Funcionário público saudita se apaixona por blogueira não é exatamente um dos temas mais chamativos, né? Contudo, resolvi dar uma chance sem muitas espectativas e devo dizer que esse filme me surpreendeu para melhor.

Como o filme inteiro se passa na Arábia Saudita, o cenário estranho a mim acabou por cativar minha curiosidade, enquanto que a cena do homem (Barakah) se apresentando em seu primeiro dia no emprego como fiscal da prefeitura me trouxe uma sensação de familiaridade que eu (no auge dos meus vinte e poucos anos) sei bem qual é.

O filme se propões uma comédia/drama, mas não apresenta cenas que efetivamente remetem a comédia, ou que ao menos tente tirar uma gargalhada da audiência (pelo menos a com humor brasileiro, não sei como é o humor saudita, para ser honesto), então acabo eu por classificar Barakah com Barakah como um drama leve (ou um draminha, para os mais íntimos).

A abordagem do filme que acho mais relevante para nós, é que ele não se propõem a ser uma crítica massante do quão insuportável é o sistema saudita de sociedade ultra conservadora, mas ele se atêm a mostrar como são as chatices de ter que fazer tudo semi escondido e não conseguir nem ao menos ter um único encontro romântico.

Como vemos o filme pela perspectiva do Barakah, acabamos por simpatizar com o casal Barakah e... Barakah (sim, essa é toda a "piada" do filme), e nos sentimos incomodados pela incapacidade dos dois de ao menos sentar em um café e conversar, e é exatamente por conta dessa torcida que o fim em aberto do filme, sem nos contar se realmente o casal consegue ficar junto (SIM, ELES NÃO MOSTRAM, PUTA RAIVA!!!) que faz você sair da cadeira aonde você está vendo com vontade de jogar pipoca na televisão de tanta frustração.

Embora seja um filme um pouco frustrante, é um cenário interessante e os personagens são sensíveis, românticos e reflexivos, e acabam por nos permitir que viajemos pelos seus anseios e desejos. Uma boa experiência que vale a pena ser vivida, no fim das contas.



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