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TOP 10 | Animações 2D que Não São da Disney

A gente sabe que a Walt Disney Studios sempre foi uma das maiores corporações cinematográficas do planeta, principalmente quando o assunto é desenho animado. A Pixar, reconhecida por ser uma das suas mais fortes concorrentes, também acabou sendo incorporada por esse grande império das animações.

Em um mercado dominado pela indústria norte-americana, que vence todos os prêmios da Academia, Globos de Ouro e etc, além de ganhar os holofotes e as grandes bilheterias com suas animações em CGI, a distribuição de filmes 2D vem perdendo cada vez mais espaço. O que é uma pena, porque limita a criatividade através da técnica. Se você, assim como eu, foi criança no início dos anos 2000, com certeza vai se identificar com pelo menos alguma animação da lista abaixo. O sentimento de saudosismo é inevitável.

Alguns filmes podem não ser destinados a todas às idades. Verifique a classificação indicativa.



1) Perfect Blue (1997)
Mima Kirigoe é uma famosa cantora pop que larga o grupo musical do qual fazia parte para tentar a carreira de atriz, tendo como foco inicial o projeto de uma série de crime dramática. Entretanto, essa nova guinada em sua vida logo mostra suas consequências, quando Mima começa a se sentir insegura no novo ramo e a revolta de seus fãs em resposta ao seu desligamento da banda toma proporções imprevisíveis. A protagonista logo se vê completamente sufocada pela pressão em obter sucesso, sujeitando-se aos mais vulgares meios para estar sob os holofotes. O que começa como um sonho, se transforma em um grande pesadelo quando a sanidade de Mima começa a se desfazer e a realidade mescla-se com alucinações. Há boatos de que o diretor Darren Aronofsky teria plagiado o enredo de “Perfect Blue” para construir o seu aclamado filme “Cisne Negro”. Será? Só assistindo para descobrir.





2) Kiriku e a Feiticeira (1998)
Baseado em uma famosa lenda da Guiné, o filme do diretor francês Michel Ocelot é uma belíssima história sobre um menino que prova que seu coração é maior do que seu tamanho. A animação narra as aventuras do jovem Kiriku, que desde o seu nascimento já tem um grande destino em suas mãos: enfrentar a malvada feiticeira Karabá, responsável pela seca da única fonte de água de sua aldeia. Para derrotá-la, Kiriku deve enfrentar muitos perigos que põe a prova sua coragem, mas que são necessários para transformá-lo em um verdadeiro herói.





3) Persépolis (2007)
Persépolis é a adaptação animada da Graphic Novel lançada pela iraniana Marjane Satrapi em 2000 e nos apresenta o desenrolar da revolução iraniana de 1979 sob o ponto de vista de uma criança. Com apenas 10 anos de idade, Marjane vê seu mundo virar de cabeça para baixo com a chegada da onda conservadora do regime xiita em seu país. Nascida numa família contrária ao novo regime político, ela testemunha parentes e amigos serem assassinados, sendo obrigada a se refugiar na França durantes vários anos. Atualmente vivendo em Paris, Marjane aproximou de maneira delicada e forte oriente e ocidente. O livro ainda hoje é considerado um verdadeiro fenômeno e só na França, no ano de seu lançamento, vendeu mais de 400 mil exemplares.





4) Uma Viagem ao Mundo das Fábulas (2009)
No interior de uma remota floresta na Irlanda, o jovem Brendon se prepara para seguir os passos de seu tio e se tornar o próximo guardião do mosteiro de uma pequena vila medieval. O garoto recebe a importante missão de apresentar ao mundo o mais fantástico e belo de todos os livros, o Livro de Kells. Ao longo de sua jornada, Brendon conta com a ajuda do espírito guardião da floresta, Aisling, uma menina travessa que se torna sua grande companheira de aventuras. O filme foi baseado no livro infantil “Brendon and The Secret of Kells” e indicado ao Oscar de melhor longa-metragem de animação em 2010.





5) O Menino e o Mundo (2013)
Tava pensando que não teria animação brasileira na lista? Pois o diretor Alê Abreu veio provar o poder dos traços simples para contar uma história que de tão linda e importante, é digna de orgulho nacional. Sem utilizar uma única palavra “O Menino e o Mundo” mostra o drama de uma criança carente abandonada pelo pai, que para manter o sustento da família, precisa ir trabalhar em um lugar distante. Sofrendo com a falta da figura paterna, o menino decide deixar sua casa e parte a sua procura. Ao longo do caminho, ele vai descobrindo como funciona o mundo do trabalho e as relações de poder, quando se depara com questões sociais e econômicas fundamentais a partir do olhar ingênuo de uma criança.





6) O Conto da Princesa Kaguya (2013)
A trama é a adaptação do antigo conto japonês “O Cortador de Bambu”. Um casal que mora na floresta encontra um bebê dentro de um tronco brilhante de bambu e decide cria-lo como sua filha. Crescendo mais rápido do que as outras crianças, Kaguya logo se torna uma jovem de beleza celestial. Levada à capital para que se torne uma verdadeira princesa, a menina passa a ser cortejada por nobres de todo o Japão. No entanto, ela é contra a ideia de um casamento arranjado e envia seus pretendentes a missões aparentemente impossíveis em troca de sua mão. Todo pintado e desenhado em papel, apenas sendo pós-produzido em computador, “O Conto da Princesa Kaguya” é uma obra de arte que merece ser vista com carinho muitas e muitas vezes.





7) Uma História de Amor e Fúria (2013)
A animação conta a história do amor imortal entre um herói apaixonado por sua alma gêmea há centenas de anos e a procura por suas reencarnações ao longo do tempo. O filme do diretor e roteirista Luiz Bolognesi utiliza como pano de fundo momentos importantes da história do Brasil. O protagonista enfrenta no decorrer de suas aventuras batalhas entre tupinambás e tupiniquins, passa pela Balaiada, pela resistência à ditadura militar e finalmente, a guerra pela água no futuro distópico de 2096. O longa traz Selton Mello e Camila Pitanga dublando os personagens principais, além de Rodrigo Santoro no papel de um chefe indígena e um guerrilheiro. Assim como “O Menino e o Mundo”, “Uma História de Amor e Fúria” nos faz perceber o grande potencial das animações brasileiras em produzir narrativas emocionantes e sem sombra de dúvidas, memoráveis.





8) A Canção do Oceano (2014)
Após a morte da mãe, os irmãos Ben e Saoirse são obrigados a se mudarem do farol à beira-mar em que vivem com seu pai para a casa de sua avó na cidade. Tudo muda completamente quando se descobre que a pequena Saoirse é a última da espécie dos “Selkies”, criaturas mágicas que tem a habilidade de se transformarem em focas. Produzido pelo mesmo estúdio responsável por trazer à vida “Uma Viagem ao Mundo das Fábulas”, a história de Saoirse e Ben nos faz refletir, através de uma narrativa aparentemente infantil, sobre a importância da família e dos laços afetivos. Com certeza, um prato cheio para qualquer fã de animação.





9) Kimi No Na wa (2016)
Mitsuha Miyamizu é uma garota que mora em uma pequena cidade no interior do Japão e tem como maior sonho viver na capital. Enquanto isso, Taki Tachibana deseja mais do que tudo largar seu emprego em um restaurante em Tóquio para tentar se tornar um arquiteto. Em comum, os dois querem a mesma coisa: viver a vida de uma outra pessoa. Embora não se conheçam, eles parecem estar conectados pela memórias de um misterioso sonho. Mitsuha e Taki descobrem que trocam de corpo em determinados dias da semana, mas que perdem a memória (explicação para o título, que no ocidente ficou conhecido como “Your name”) da vida um do outro. Para evitar maiores confusões, eles escrevem mensagens do que aconteceu no dia para que consigam “lembrar” depois. Escrito por Makoto Shinkai e produzido pelo estúdio CoMix Wave Films, a animação foi pré-indicada ao Oscar 2017 mas acabou perdendo a disputa para a única produção japonesa que concorreu à estatueta, “A Tartaruga Vermelha” do tradicional estúdio Ghibli.





10) A Tartaruga Vermelha (2016)
Após sobreviver a um naufrágio, um homem chega à uma ilha deserta e tenta a qualquer custo retornar à civilização. Para isso, ele constrói uma jangada e se aventura em mar aberto. O problema surge quando o personagem vê os esforços de seu trabalho serem destruídos por uma imensa tartaruga vermelha, com a qual manterá uma relação no mínimo, inusitada. Sendo a única animação a ser exibida na mostra oficial do Festival de Cannes de 2016, o trabalho de estreia do diretor de longas-metragens Michael Dudok de Wit constrói uma fábula sobre a transitoriedade da vida e o que é realmente essencial para a felicidade. Dispensando completamente a presença de diálogos, a coprodução franco-nipônica (em parceria com o estúdio Ghibli) nos apresenta uma história de amor narrada apenas com a delicadeza de seus gestos e a força de suas imagens.

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