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Cinema | Para Todos os Garotos Que Já Amei (2018)




Filmes adolescentes, quando bons, mexem comigo de diversas maneiras. Me lembram o quão bom ou ruim era aquela época (não faz tanto tempo assim) e ocasionalmente provocam nostalgia. Posso dizer que gosto mais de filmes adolescentes hoje do quando eu era adolescente. Esquisito? Sim.

Mas faz sentido, já que a nostalgia sempre vai prevalecer como um dos sentimentos que mais gosto. E vou tentar explicar o porque desse longa ter funcionado tão bem pra mim.

Bom, conhecemos uma menina de 16 anos que adora filmes antigos e livros de ficção típicos dessa idade. Ela adquire paixões relâmpago por alguns caras e escreve cartas de amor que nunca foram lidas por ninguém. Só que um belo dia, suas cinco cartas escondidas foram enviadas para seus crushes secretos e agora ela se vê em um mar de vergonha e desespero. Principalmente porque um desses caras é o recente ex namorado de sua irmã mais velha.

Falando por experiência própria posso garantir que essa trama faz total sentido. Afinal, muitos adolescentes tem essa mania de escrever suas memórias em forma de diário, blog, fanfic... Eu mesmo escrevia histórias, mas não vamos falar sobre isso...

Sendo algo tão comum entre jovens, fica totalmente plausível a protagonista, que é uma menina tímida, expressar seu sentimentos através de cartas. E claro, o longa pega emprestado muitos elementos de clássicos filmes adolescentes, o que eu mais lembrei assistindo foi "Namorada de aluguel", de 1987. É uma trama em que uma vez estabelecido o caminho que irá seguir, você sabe exatamente aonde tudo vai dar.

Previsível? Sim, muito e pode até ser frustrante. Mas esse longa é daqueles que sabe que não pode ir muito além dentro da proposta do roteiro. No que se perde em trama, ele ganha na forma que seus personagens são escritos e a diretora, sabendo disso, apostou menos em firulas visuais (ainda que tenha momentos inspirados) e muito mais no seu elenco.



Elenco esse que está muito bem. Lana Condor cativa com sua personagem tímida e cheia de opiniões, ela conseguiu trabalhar os trejeitos de Lara Jean de forma que nos faz sorrir com sua meiguice. Noah Centineo casou certinho com um cara que é muito mais que o popular da escola. E tudo que envolve a família da protagonista é bacana de assistir, você sente um entrosamento muito forte e compra o amor que eles sentem. Logo, é justificável que seus conflitos não durem muito, evitando uma lenga lenga tradicional.

Mas o que mais alivía aqui é a forma como o filme entende o seu lado comédia romântica, nos fazendo entender o amor que os personagens centrais sentem um pelo outro. Ele não é um babaca e ela não é nenhuma arrogante, e quanto mais eles se conhecem mais você entende o porque deles se completarem. Ah pronto, agora quem tá ficando clichê sou eu...

Pra todos os garotos que já amei é previsível, mas a força do elenco e seus personagens carismáticos conseguem deixar tudo na mais perfeita harmonia. É uma comédia romântica clichê que se destaca por apenas se aceitar como tal, reconhecer suas forças e trabalhar muito bem nelas. Acredito que muitos adolescentes vão se identificar e que muitos adultos vão sorrir ao ver na protagonista um espelho de suas próprias imperfeições e manias de uma fase tão maluca. Esse segundo falo por experiência própria.


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