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Cinema | Os Capacetes Brancos (2016)



Recentemente correu no mundo a notícia de que Israel havia expulso voluntários, funcionários e familiares do grupo conhecido como Capacetes Brancos, um grupo de voluntários conhecidos por prestar assistências para vítimas de conflitos na Síria, os impedindo de prestar os devidos socorros na região aonde atuam.

Precedido esse triste evento, é lançado um documentário que tem como proposta reportar ao mundo, em imagens, de forma gráfica e explícita, a realidade da guerra e o papel dos Capacetes Brancos nisso tudo.

Sendo assim, (depois de assistir ao documentário e ficar catatônico por uns 3 dias) achei interessante vir até nosso amado site e fazer uma singela resenha desse longa que se faz tão relevante no contexto atual em que vivemos.

Dirigido pelo diretor indicado ao Oscar, Orlando von Einsiedel, o filme captura vividamente a brutalidade e a violência sem sentido da guerra da Síria. Os Capacetes Brancos é em grande parte definido em Aleppo, uma das cidades históricas mais importantes da Síria, e é filmado como um documentário. A narrativa segue três homens sírios - um construtor, um ferreiro e um alfaiate - enquanto colocam suas vidas em risco para viver segundo o lema do filme: "Salvar uma vida é salvar toda a humanidade".

O lema acima mencionado é claro, para aqueles que não estão familiarizados com o Islã, baseado em um versículo do Alcorão que carrega o mesmo significado que é incorporado pelos Capacetes Brancos. No caso da Síria, onde a comunidade internacional e a humanidade como um todo falharam catastroficamente o povo sírio, pode-se argumentar que o simples sacrifício demonstrado por esses voluntários civis mostrou que a humanidade ainda tem algo a oferecer.

Devido a questões óbvias de segurança, o diretor se limitou a entrevistar os Capacetes Brancos em território turco, aonde os mesmos tiveram treinamento de primeiros socorros, devido a falta de recursos sírios.

A ausência da equipe de filmagem de von Einsiedel, contudo, permitiu aumentar ainda mais o senso de realismo, já que as imagens foram gravadas pelos próprios Capacetes Brancos, garantindo a audiência, em primeira mão, a perspectiva do que é a verdadeira ação desses voluntários que correm em direção ao desastre e não o contrário.

Por conta disso, muitas das filmagens acabam sendo extremamente cruas e agoniantes, como as de crianças sendo retiradas de escombros, dentre poeira e destroços.

Através do apoio da Netflix, o documentário também desfruta de um padrão de Hollywood de valores de produção digital. Na verdade, e a julgar pela forma como as filmagens foram editadas, alguém seria perdoado por pensar que se tratava de um filme dirigido por Paul Greengrass, famoso por dirigir a série de filmes de ação Bourne. A filmagem é visceral e muito cinética, refletindo o perigo que os Capacetes Brancos experimentam quando entram em ação.

Apesar desse “efeito Hollywood”, não podemos esquecer que essas são cenas são reais e servem como denúncia dos horrores da guerra e da violência indiscriminada para ganhos políticos e econômicos, e jamais devemos encarar esse filme como uma ação no Temperatura Máxima, ou algo assim.

Sendo assim, a recomendo muito assistirem esse documentário , principalmente porque a história ganha cada vez mais notoriedade com a nomeação dos Capacetes Brancos para o Prêmio Nobel da Paz e pelo fato de terem ganhado o Swedish Right Livelihood Award, um “prêmio Nobel alternativo”, por “bravura, compaixão e envolvimento humanitário excepcionais no resgate de civis”.


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