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Tête-à-Tête | Cinco da manhã, nada pra fazer, eu vou rir

Um breve relato sobre insônia & netflix

Eu gostaria muito de começar a minha primeira postagem de outra forma, mas eu tenho vizinhos que estão desde o meio dia de hoje dando uma festa, a madrugada inteira, e eu simplesmente não consigo lidar ou viver e eu realmente PRECISO dividir isso com o mundo. Eu sei que não me tornei chata, eles realmente são insuportáveis. E olha que para uma pessoa insone reclamar que algo de fora atrapalha o seu sono é motivo suficiente para jogá-los aos leões como os bons romanos faziam. #SDDSSOCIALISMOIMPERIAL (Whaaaat Rai? Segue o link people e se você não achou bizarro sai do meu reino internet, estuda um pouco e depois olha de novo pois tinha olhado errado.)



Pronto, agora podemos começar.

Olá gente bonita e cheirosa (espero né, não custa nada ser cheirosa), tem colunista nova entrando pra gangue mais amada (tomara) do BR e pensando em como mostrar para vocês meu lindo jeitinho de ser, percebi que, primeiramente (#foratemer), tinha que trazer algo muito pessoal: minha insônia.


Não que alguém tenha perguntado sobre, mas vamos trabalhar nossos defeitos de forma que eles nos tragam produção povo! Esse é o lema aqui. Esse é o lema hoje, essa é a forma de trabalhar. #eusouauniversal

Quem tem insônia também (bate o/) vai se identificar com o que eu vou dizer agora: é necessário criar técnicas para que de alguma forma o sono venha. Tem gente que conta carneirinho, todo mundo já ouviu isso na vida, mas minha técnica favorita pra quando chega 5 da manhã, o sono não ta nem perto de fazer cócegas, o sol ta querendo dar aquela nascida bonita e você perdeu as esperanças é rir. Sim! Você não leu errado, rir. Vovó dizia que rir é o melhor remédio e eu muito doutora da internet mesmo (você me respeita) atesto que rir te faz gastar aquela energiazinha que ta em você, te impedindo de se entregar a Morfeu e que pelo menos pra mim, funciona que é um xuxuzinho.

E se ainda está aqui lendo isso, esperando onde vai chegar, preciso te pedir AQUELE FAVOR e real dessa vez NUNCA TE PEDI NADA! Você precisa dar uma chance para Ali Wong em seus dois stand-ups da Netflix: Baby cobra e Hard Knock Wife.


E eu te juro juradinho, promessa de dedinho, que não vai se arrepender um segundo! Você não precisa estar com insônia, não precisa ser 5 da manhã, você apenas precisa querer rir muito e sem pudor!

Ali Wong é uma comediante, atriz e escritora dos EUA de (obviamente) descendência asiática. Com humor sarcástico, forte e sem medo de parecer feia, Ali usa em sua comédia em seus dois stand-ups da Netflix situações de sua vida, sua descendência, sua relação amorosa com o marido, questões do próprio corpo, o fato de estar grávida e absolutamente tudo sobre o universo feminino de uma forma deliciosamente escrachada que te faz desejar que ela seja sua BFF. Vista como politicamente incorreta, eu a vejo como Deusa da porra toda, real, oficial™ .

“Mas Raissa, politicamente incorreta e você gosta? Mas não pode Raissa, ela fala tanta besteira, ela diz que é uma mulher que quer ficar em casa, ela usa palavras como racismo, peido, sexo, tudo numa coisa só” (Leia com uma voz super anasalada, é assim que eu imagino meu leitor chato e o interpreto.)

Caro amiguinho, se você não entende a delícia do sarcasmo você por favor saia de novo da internet (eu sei que é você do início do artigo, não adianta esconder) e só volte quando souber o que isso significa! Ali Wong é inteligente, seu humor chulo e desbocado nos mostra lados humanos que estão em todos os lugares do nosso dia a dia, ela se coloca nesse papel e desempenha de forma brilhante o simples ato de existir, sua piada vem do cotidiano, sua acidez também! Ela não está ali para você sair filosofando com os amigos no bar da esquina onde todos são doutores (#tmj), mas para você rir na hora, rir muito, rir até sentir dorzinha e horas depois pensar “LORD OLHA AQUILO TUDO O QUE ELA QUIS DIZER” e entrar em choque com o quanto de tapa na cara da sociedade ela te deu enquanto você ria.

Pois se você não sabe, saiba agora: Existe aquela máxima – se você pertence ao grupo do qual está fazendo a piada, você pode fazer a piada. E se ainda por cima, está sendo irônica e debochada mostrando problemas desse mundão, você é um ser humano 10/10. Pois não dá só para filosofar, a gente também precisa de outras formas de chamar atenção, então entra o riso e eu te pergunto leitor: Por que não?


Particularmente stand-up nunca me chamou muita atenção, primeiro por ser um universo majoritariamente masculino apesar de a Netflix ter muitos títulos com comediantes mulheres, segundo, pois não é exatamente uma cultura que eu ache bonita no Brasil, vejo nossos comediantes falando tanta asneira que não te faz ter um BOOM cerebral depois que simplesmente não vejo graça. Mas descobrir todo esse novo seguimento feminino fazendo piada? Com muita qualidade? Sem nenhuma classe? De pernas abertas, escrachada, cheia dos palavrões, usando piada de pum, rindo da própria desgraça?

Olha, eu achei um nicho que gostei muito, me identifico e vou passar a acompanhar. Eu vejo muito poder nessa relação, vejo muita força, eu nunca estaria nesse palco sozinha com um microfone tentando fazer uma galera rir. Ali Wong e outras tantas não apenas estão aí produzindo muito como estão ganhando pra isso.

E isso torna o meu dia mais bonito, acho que por isso, depois, consigo dormir.

E então, aceita minha proposta? Vamos rir?



Baby Cobra:


Hard Knock Wife:

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