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Cinema | Pica Pau, O Filme (2017)



Não vou dizer que ao ir ao cinema, eu pensava que acabaria vendo o filme novo do Pica-Pau. Por uma razão bem simples: geralmente estúdios estragam filmes baseados em desenhos antigos. Bom, estragam filmes baseados em qualquer coisa, para falar a verdade. E Pica-Pau é algo tão simbólico da cultura da animação, que eu fui pronta para um desastre.

Do ponto de vista técnico, o filme tem diversos defeitos. As crianças não atuam bem, não vou mentir. Alguns diálogos são extremamente forçados e fora de proporção. Mas o mais irritante, talvez para um adulto, seja como o filme foi editado. As cenas são extremamente curtas, bruscas, sem uma fluidez para ligá-las. Muitas vezes você se pega perguntando porque aquela determinada cena foi gravada, porque é tão diminuta e sem impacto na história, que não deveria existir. Os clichês de filmes de comédia pastelão estão todos lá, e podem muitas vezes causar mais vergonha alheia que risadas.

A surpresa, talvez para mim que não havia lido notícias profundas sobre o longa, foi a presença da atriz Thalia Ayala, que sabíamos que estava tentando desbravar Hollywood, mas que eu não esperava já estar presente em um blockbuster. Sua atuação é relativamente boa, e dentro do esperado, rendendo alguns momentos quiçá divertidos pelas suas expressões faciais.

Porém, seria pretensioso tentar analisar o filme sob uma ótica estética e puramente adulta. Talvez devido a não ser parte do público alvo, eu me visse muitas vezes cobrando um enredo mais complexo, acontecimentos que não se resolvessem tão facilmente, e até mesmo um final melhor. Mas é importante analisar que o filme tem um apelo de resgate de uma figura infantil para uma nova geração. Crianças não esperam roteiros complexos e personagens profundamente descritos. Elas esperam momentos engraçados, momentos emocionantes, música e um final feliz. Talvez destoar esses quesitos apenas para agradar um público que na infância viu tal personagem, fosse injusto para com quem está o descobrindo agora.

Pensando nisso, levamos nessa sessão exclusiva um garoto de 13 anos, José Octavio, para que ele pudesse nos dar uma visão menos inflexível e adulta do filme. Uma análise vinda justamente do público alvo para o qual esse filme foi feito:

Pica-Pau, na minha opinião, é um filme com uma história bem construida e bem adaptada para o público infantil. O filme é muito bom, com uma história que te prende. Durante o mesmo, me vi diversas vezes muito entretido e focado. Pica-Pau é também muito engraçado e tem na sua dublagem, piadas adaptadas corretamente para o português.

De toda forma, o filme cumpre o prometido. Um momento família de sessão da tarde, vendo um passarinho nonsense fazendo piadas majoritariamente de cunho pastelão e escatológico, mas que de alguma forma, consegue nos fazer rir algumas vezes.


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